sábado, 13 de dezembro de 2014










O Sol faz-se de cinza pintado
Autografando o vento, vejo a visão num vaivém de vista.
Tentando ser a personagem errónea de tela
Numa Erva Cristal,
ficarei perfidamente em água de túmulo velado ?
Perco-me em escrita de vento
Ouvindo o verso que me esfinge a poesia
Esfuma-se a mão, cai o anel de verde autóctone
Onde Cada ruga se enche de cereal amado
Destarte,
Lavro o meu corpo semeando o sentimento.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014





Desço em avenida adormecida
Livremente em pura escuta acordada
Uma última folha escreve a placa de rua
Um primeiro olhar enterra o assalto ao verosímil jardim

Vejo na escuta a visão de rua
Deitando o corpo meu em rendez-vous inaudível
Fraqueja-lhe a solidão onde caduca o verso em mim
A Idosa ri-se da estrofe em canto de esmola pensada

Na janela uma cara espantada,
Solta um bafo quente desprezado em contigo arremesso
Flores, pássaros ou “coisas” ávidas de serem escritas
Contadas serão sem escrita alguma.

Insultos, cartas, visões por revelar
Dinheiros sujos, mãos trocadas pelo terraço de mesa
Donas de casa orgulhosas em lares “ de exemplo” social
Tenentes de companheiros em rima de gosto traído




domingo, 16 de novembro de 2014





Quero rasgar contigo o por do sol ainda por acordar
Gastando o desejo de aperto em olhos fechados.
Vamos flutuar em beijos de naufrágio fotografados
Na paixão selada de húmido olhar.

Quero sentir o teu corpo em calor unificado
No colo da vida em felicidade despida
Vou ficar a ver o teu dormir em sono ténue parado
Enquanto a mão fecha a nossa suavidade construída

Quero pensar que a amizade erigida sem rodeio
Será o mote da carta por mim escrita
Gastamos horas mergulhadas em vão de passeio
Em fundo eterno de emoção que nos agita.

Serás o meu assunto por refletir
Em fumo deambulado de pecado por sentir
Deixarei que o vento me leve em torno de ti
Vinculando este olhar.
Em tom de piano que sobreviva esta paixão só por si.