quinta-feira, 11 de setembro de 2014


Mulher de excelência em riso rútilo
Esconde a dor no baú que lhe serve de aconchego.
Por êxtase da vida ou
Embriaguez de traições oldivadas,
Ignora a sua vida em alfazemas de jardins em cultivo.
Ilusão esperançada de cama vazia,
Sente o cheiro do outro tempo.
(A felicidade do tempo retocada pelo pó)
Penteia-se de perfumes com aromas de instantes de urze.
Casos passageiros perpassam no retrato
sabendo o que quer e quem quer,
Querendo secar a lágrima que me fascina.
Vende a elegância em estátua de Vénus.
Talvez eu tente parafrasear Camões
Escrevendo-te como quem beija
Em face escrita de versos apaixonados.
Amor errante em erro de pecado,
Alguém que me perca se me souberes achar.
Amor pressentido em rio bonançoso
Alguém que me afogue se me souberes salvar.

Sem comentários:

Enviar um comentário