Se o Douro olhar na repleta atenção,
Ainda houve os ecos dos corredores desaparecidos.
Crianças correndo em espírito conquistado,
Onde cada tábua de soalho se ri como quem acolhe
Visitas alegres e ansiadas.
Ainda houve os ecos dos corredores desaparecidos.
Crianças correndo em espírito conquistado,
Onde cada tábua de soalho se ri como quem acolhe
Visitas alegres e ansiadas.
Nas paredes ávidas de sede da cal,
de terraços em grito de liberdade
fomos condes de quadros riscados, escadas gastas,
vidros matrizados no nosso olhar.
Cada porta aberta em timbre secular,
Ou mal fechada em sintonia de asneira,
Fazia a passagem triunfal.
de terraços em grito de liberdade
fomos condes de quadros riscados, escadas gastas,
vidros matrizados no nosso olhar.
Cada porta aberta em timbre secular,
Ou mal fechada em sintonia de asneira,
Fazia a passagem triunfal.
A infância corria entre nós !
Em casa,
“ meninos” de mesa que se inquietavam
Pensando que o almoço os castigava.
Olhares trocados,
Em exponencial de cavaqueira.
Quando o mais velho fremia o inocente garfo
Era sirene de alvorada.
O sol esfriava a janela onde repousavam os diamantes.
“ meninos” de mesa que se inquietavam
Pensando que o almoço os castigava.
Olhares trocados,
Em exponencial de cavaqueira.
Quando o mais velho fremia o inocente garfo
Era sirene de alvorada.
O sol esfriava a janela onde repousavam os diamantes.
Hoje nada existe.
Somente os meninos que já não brincam.

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