sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Idade da ternura

Foto: Olham-se humedecidos na ternura sublime,
Agrarrados num tempo sem conta.
Íntimos de uma existência esgotada,
Transcendendo os olhares apavorados 
Dos cônjuges que se amam na “perfeição”.

Lábios fremidos encostam,
No seguimento dos corpos díletantes,
Uma meia dúzia de dedos trémula,
É direcionada na dúzia e meia  de sulcos profundos.

Seduzem o Amor como da primiera vez,
Primorando o sentimento da paixão
Um vago lustre de nostalgia faz recordar,
O Amor Carnal que os fez cair neste enlaço.

E Agora,
Neste ou naquele momento perito 
Gozam o climax concomitantemente.
No orgasmo  de uma vida construida.
 
 
 
Olham-se humedecidos na ternura sublime,

Agrarrados num tempo sem conta.

Íntimos de uma existência esgotada,

Transcendendo os olhares apavorados

Dos cônjuges que se amam na “perfeição”.


Lábios fremidos encostam,

No seguimento dos corpos díletantes,

Uma meia dúzia de dedos trémula,

É direcionada na dúzia e meia de sulcos profundos.


Seduzem o Amor como da primiera vez,

Primorando o sentimento da paixão

Um vago lustre de nostalgia faz recordar,

O Amor Carnal que os fez cair neste enlaço.


E Agora,

Neste ou naquele momento perito

Gozam o climax concomitantemente.

No orgasmo de uma vida construida.
 
 
 
Ricardo Daniel Pinto

Sem comentários:

Enviar um comentário