sexta-feira, 29 de agosto de 2014




É doce de travor seco saboreado
Sonhado em cálice resplandecente.
É ingénuo no seu nobre caminho molhado.
Sabe sem saber onde vai permanecer em mente.

Em cada lágrima repleta de suor diminuto 
Endeusa um brilhar lá de cima.
Do rosto velho, que açambarca o fruto
Que finda no lagar, onde o mosto de torna o seu clima.

Ressaca Lusitana,
No vão de uma alegria invejada pelo Guadiana,
Nasce no Douro,
Casa-se no Porto,
Sendo o nosso mais trivial Tesouro,
Desfalece num mundo, algures Morto.

És grande, enfim, Vinho do Porto!


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