É doce de
travor seco saboreado
Sonhado em cálice resplandecente.
É ingénuo no seu nobre caminho molhado.
Sabe sem saber onde vai permanecer em mente.
Sonhado em cálice resplandecente.
É ingénuo no seu nobre caminho molhado.
Sabe sem saber onde vai permanecer em mente.
Em cada lágrima
repleta de suor diminuto
Endeusa um brilhar lá de cima.
Do rosto velho, que açambarca o fruto
Que finda no lagar, onde o mosto de torna o seu clima.
Do rosto velho, que açambarca o fruto
Que finda no lagar, onde o mosto de torna o seu clima.
Ressaca
Lusitana,
No vão de uma alegria invejada pelo Guadiana,
Nasce no Douro,
Casa-se no Porto,
Sendo o nosso mais trivial Tesouro,
Desfalece num mundo, algures Morto.
No vão de uma alegria invejada pelo Guadiana,
Nasce no Douro,
Casa-se no Porto,
Sendo o nosso mais trivial Tesouro,
Desfalece num mundo, algures Morto.
És grande,
enfim, Vinho do Porto!

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