Ambiente prostrado da chuva voluptuosa,
Sentindo o vermelho do presságio ofegante.
Reclinou o corpo no desejo salubre,
Olhando perdidamente o encontro impetuoso.
Cálices deixados na berma da vida desastrada
Esperançando o retorno da esperança,
Davam a mais suave brisa elegante
De encontrar o desalento consagrado.
Beijos marcados sem marca alguma,
Transcendiam a derradeira vontade castradora.
O engrenar na aventura alácre,
Na embraiagem dos inerentes sentidos lascívos.
Porém todo este enorme quadro pintado,
Pintado fora pelos poetas da fronteira reprimente...
Será a portagem da impetulância,
Numa irreverência desmedida?!
Ou seres libertados na sua essência,
Da fachada que construiram na vida?!
A aliança caíu sem significado algum
Quando aquele beijo emotivo se deu ...
Terei sonhado a realidade ?
Ou vivido o Sonho ?
Alguém que me diga !
Ricardo Daniel Pinto

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