segunda-feira, 25 de agosto de 2014








Tem um olhar engraçado,
Visão repleta, amor sentido na escuridão.
Faz se parecer olhando na juventude,
De um espelho verde cristal.

Esconde a idade nos dedos macios,
Vivendo feliz na procura,
de quem procura o que não se alcança.

Agarra a Janela, movimentada pela brisa,
Refletindo o vermelho repleto de  olhar.
Numa vogal, consoante, palavra ou frase,
Atrai a simples gaivota que olha os pequenos.

Coração timidamente
Apaixonado pela tristeza do por do sol,
vive na tentação.
Quem sabe, julgada por ninguém.

Amor que fizera em segredo,
Gritos transpirados no escuro esbranquiçado das paredes.

Dois olhos miram a chuva numa sentença passageira,
onde a Jovem de mármore de pretexto, sem texto algum,
faz escrever cartas em vão, linhas perdidas no horizonte.

Vive numa elegância de marfim,
Um sorrir de ouro-rosa pérola.

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